Dioramas 

Ju-87 e Me-262 – Pequeno Diorama 1/144 – Parte III

     Dando continuidade ao meu projeto do Diorama na 1/144, fiz a montagem do Junkers Ju-87, o avião que está dentro do celeiro, o qual me inspirou para fazer o diorama (ver a parte I da montagem)

     Eu sempre pesquiso sobre a história de qualquer modelo antes de montar, para poder me posicionar no contexto histórico e também para saber mais sobre o desenvolvimento daquilo que vou reproduzir em escala, e com esse modelo não podia deixar de ser diferente.

      Então lá vai a história do Ju-87 Stuka…

      Com uma asa de gaivota invertida, e sirenes aterrorizantes, o Ju-87 é sinônimo de sucesso da campanha de guerra alemã durante o início da Segunda Guerra Mundial. Ele  foi planejado como um Stuka (abreviação em alemão de Sturzkampflugzeug, ou Bombardeiro de Mergulho), que era um termo genérico dado aos bombardeiros de mergulho alemães, mas que mais tarde tornou-se sinônimo do Ju-87.

     Clique aqui para ouvir a  sirene do Ju-87 usada para aterrorizar as tropas inimigas. Ju 87 Stuka atack !

      Mesmo com suas aparência incomum e relativamente fácil de ser abatido pelos caças inimigos, o Stuka se tornaria uma lenda, era uma super arma de terror com suas sirenes e sua capacidade de artilharia aerotransportada passou a ser  o principal suporte aéreo e tático para as divisões blindadas no tipo de combate mais comum dos alemães a Btlizkrieg (Guerra Relâmpago).

      O modelo foi utilizado em combate pela primeira vez na Guerra Civil Espanhola, e era tripulado por pilotos da Legião Condor,  depois foi também utilizado na invasão da Polônia, já dando suporte a Blitzkrieg.

       O primeiro vôo do Ju-87 foi em 1935, o protótipo possuía deriva dupla e um motor Inglês (Ju87v-1). Porém os modelos posteriores Ju-87A (200 unidades construídas) já possuía a cauda com apenas uma empenagem e motor Junkers Jumo 210 em V invertido.

      O Ju-87A entrou em serviço em 1937, e foi logo substituído pelo Ju-87B, que possuía grandes melhorias de performance bem como de capacidade carga.

      Entretanto no desenrolar da Guerra, ele sofreu algumas derrotas, mostrou-se pouco eficiente contra as unidades blindadas francesas, umas vez que era difícil acertar um alvo em movimento. Durante a batalha da Inglaterra o Stuka também mostrou ser ineficiente, pois contra os novos radares e as táticas de combate noturnas utilizadas pelos Ingleses o Stuka nada podia fazer, outro grande problema foi  durante a guerra na Rússia onde o Stuka enfrentou outra grande derrota, devido ao frio intenso, seus motores sequer funcionavam !!

      Esses sucessivos problemas, fizeram com que o modelo começasse a ser substituído gradativamente pelo FW-190

     Muitas variantes do modelo foram construídas, como as versões B/2 que possuíam filtros para operar no Norte da África, blindagem extra e um motor melhorado, a versão D, foi a mais amplamente utilizada com 7 subvariantes, de D-1 até D-8, possuía muitos tipos de utilização como a versão D-2 que era utilizada para rebocar planadores até a versão D-7 utilizada para ataques noturnos. Outra versão bastante conhecida é a R que era um aprimoramento da versão B, o R era uma aeronave de longo alcance utilizada para ataques marítimos, também foi utilizada na Batalha da Inglaterra.

     As perdas em combate levaram a melhorias criando a versão final G, ele possuía dois canhões de 37mm sob as asas, a versão G era um aprimoramento da versão D-3.

      No final da Segunda Guerra Mundial, cerca de 5700 unidades do Ju-87 (em totas as versões) haviam sido construídas.

     Como sempre gosto de mostrar imagens, aqui vai um vídeo do Ju-87 em ação:

Falar do Ju-87 Stuka e não falar do seu maior piloto é um sacrilégio, pois foi a bordo de um Ju-87 que o piloto alemão Hans Ulrich Rudel tornou-se o mais alto condecorado oficial de todos os tempos, ele tem em seu  curriculum os seguintes números:

2.530 missões de combate

9 vitórias (7 caças em combate)

519 blindados destruídos

800 veículos de todos os tipos,

150 peças de artilharia

Inúmeras pontes,

70 embarcações anfíbias,

1 encouraçado,

1 cruzador

1 destroyer

Stálin chegou a oferecer uma recompensa de 1000 rubros para quem o abatesse.

Rudel escreveu um livro onde conta suas façanhas, chama-se Piloto de Stuka, leitura obrigatória para os fãs de aviação.

Falar de Rudel, é falar de um homem que tinha a coragem e o espírito de voar em seus ossos, em breve farei um post contando a história deste bravo homem, que mesmo sem uma perna, ainda manteve-se em combate !

Fonte:  Aircraft of World War II – Chris Chant

Piloto de Stuka – Hans Ulrich Rudel

      O Kit

O kit é um EDUARD #4416 Ju-87D Stuka, a caixa contém uma folha de detalhes em Photoetched, um sprue com transparências e um sprue injetado em marrom com as peças.

 

Como todo kit na 1/144 a montagem é bastante simples e sem complicações.

Iniciei a montagem abrindo o cockpit, pois o kit não tem detalhamento em seu interior, usando um banco em resina e peças em plasticard, pude construir um interior simples, não me preocupei demais com os detalhes no interior, pois irei deixar o cockpit fechado.

  
 
 
 

Utilizando um serrinha em photoetched separei o profundor do estabilizador horizontal, para colocá-lo virado para baixo, uma posição mais real. Também apliquei os detalhes em photoetched.

 
  

A pintura é bastante simples, os alemães utilizavam uma camuflagem “dura”, é bem fácil de fazer, as tintas para a pintura são da marca Gunze. Para fazer os frames do canopy utilizei a técnica de pintura sobre o decalque.

  
  
  
  
  
  
  
  

Após a aplicação da camuflagem básica, veio o grande desafio, pois o modelo da foto, era um Ju-87D3, convertido para missões noturnas, com um abafador no escapamento e pintura em forma de “cobrinha”, para fazer a tal cobrinha, precisei de muita paciência e criatividade.

Removi de um compasso de desenho um tira-linhas e adaptei em um cabo de pincel, com o tira linhas adaptado, fiz vários testes para descobrir um ponto de diluição bom da tinta para que pudesse desenhar as cobrinhas sem tropeços.

 
 
 

Em seguida, utilizei um pequeno tubo de termoretrátil eletrônico para fazer o abafador do escapamento, estes abafadores eram utilizados para missões noturnas, pois escondiam o “fogo” que saía do escapamento do avião, dificultando ser visualizado pelo inimigo.

 
 

Apliquei todos os decalques e fiz a pintura de cobrinha, o resultado final ficou excelente !

 
 
 
 
  
 
 

 

Bom pessoal, por enquanto é só, fiquem ligados para ver a parte IV !

[.” align=”alignleft” width=”160″] Lucas Rizzi[/caption]

 

    

 

 

 

A publicação de qualquer imagem ou informação referente ao nazismo, fascismo ou outros quaisquer regimes totalitários deve ser entendida como reprodução do rigor histórico e não como apologia a estes regimes, aos seus líderes ou aos seus símbolos.

 

 

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Editor do Blog SprueMaster

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One Thought to “Ju-87 e Me-262 – Pequeno Diorama 1/144 – Parte III”

  1. Israel Sanches

    O que que eu posso dizer?
    Muito SHOW!

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